sábado, 30 de junho de 2007

Os Três Porquinhos - Narrada por um engenheiro!

O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma história e ele conta a dos três Porquinhos.

Meu Filho, era uma vez três porquinhos ( P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando.
P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em EngenhariaCivil.
P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA.
LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava apropriedade que pertencia aos Pn (onde "n" é um número natural e variaentre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Granja Viana.
Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.
Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo "o máximo".
Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:-"Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! "
Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:- "Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento."
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.
Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até aquele tal de Confea
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto edo...do... comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.
Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima.
Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.
Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:
a) o deslocamento no eixo "x", tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0(repouso) ao 9 (ataque histérico).

Legal né? Pois é, mas essa historinha é só pra descontrair. Espero que vocês tenham gostado.

Abraços...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Buracos Negros Existem?

Uma equipe de astrofísicos da Universidade Case Western, Estados Unidos, publicou recentemente um artigo científico afirmando que os buracos negros podem não existir. Ou pelo menos não são devoradores de matéria, como se imaginava até agora.
Apesar de povoarem inúmeros artigos e livros científicos, a ponto de já terem atingido o imaginário popular, os buracos negros não podem ser observados diretamente. O que os cientistas têm em mãos são efeitos gravitacionais, que são atribuídos a essas estruturas capazes de devorar qualquer coisa que ultrapasse suas fronteiras.
A fronteira de um buraco negro é chamada de horizonte de eventos. Segundo a teoria atualmente aceita, qualquer objeto que ultrapasse o horizonte de eventos de um buraco negro será totalmente destruído - não apenas esmigalhado ou vaporizado, por que isto deixaria migalhas ou vapores, mas destruído mesmo, "sem deixar qualquer informação," como dizem os cientistas. Nem mesmo a luz consegue escapar de lá.
O que a nova teoria agora lançada afirma é justamente que não é possível existir um horizonte de eventos. Segundo seus autores, a destruição de toda a informação da matéria que ultrapassa o horizonte de eventos vai contra as leis da mecânica quântica. Esse é um dos maiores paradoxos da astrofísica, para o qual a teoria atual não possui soluções satisfatórias.
Se os buracos negros existirem, a informação gerada no seu estado inicial irá desaparecer no próprio buraco negro por meio da emissão de um jato de radiação termal que não carrega nenhuma informação sobre o estado inicial.O que os físicos agora propõem é que qualquer massa que se aproxima do horizonte de eventos do buraco negro encolhe de tamanho, mas nunca "cai no buraco" no sentido que se atribuía até agora, devido à radiação pré-Hawking, uma radiação não-termal que contém informações sobre a natureza do que está sendo destruído. A partir dessa radiação não-termal é possível reconstituir a matéria que teria caído no buraco negro - logo, um buraco negro não destrói totalmente a informação, porque nada cai nele realmente.
Os físicos não negam as inúmeras observações já feitas por astrônomos e astrofísicos, que verificaram a existência de gigantescas forças gravitacionais mantendo unida uma quantidade inimaginável de matéria - o que hoje é descrito como um buraco negro. Mas, segundo eles, "do ponto de vista de um observador externo, leva uma quantidade infinita de tempo para se formar um horizonte de eventos e o relógio para os objetos caindo no buraco negro parece diminuir seu ritmo até zero."
Se, ainda assim, os buracos negros realmente existirem, continuam os pesquisadores, então sua formação somente poderá ter acontecido no início do tempo.

Remorso

Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando !

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse !

Olavo Bilac

terça-feira, 26 de junho de 2007

A gente não faz amigos, reconhece-os.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, na minha opnião, pois ela permite que esse sentimento se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores (como se eu tivesse, hehehe), mas enlouqueceria se morrecem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto preciso deles... Há alguns de vocês que não procuro, basta-me saber que existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. E como não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto de vocês. Vocês não iriam acreditar! Mas muito de vocês que estão lendo está cronica agora não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é fortificante e satisfatorio que eu saiba e sinta que os amo, embora não declare e não os procure. E às vezes quando os procuro, noto que vocês não tem noção de como me são necessários, de como são indispensavéis ao meu equilibrio vital, porque vocês fazem parte do mundo que eu tremulamente construi e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Por isso é que sem que vocês saibam eu rezo por suas vidas. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela talvez seja fruto de meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns de vocês. Quando viajo ou até mesmo quando faço um simples passeio, surgi-me uma certa tristeza por não estarem junto de mim, compartilhando daquele momento... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter vocês sempre ao meu lado, andando, brincando, falando, sorrindo e vivendo comigo. Rezo por todos os meus amigos e principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!!!

Em fim, todos os dias são especiais e merecem ser vividos cada momento e cada segundo. Pois a cada dia descobrimos novas experiências, novos rumos, novas conquistas. É muito bom poder partilhar tudo isso com pessoas tão especiais como vocês e que me fizeram perceber tudo isso...
Obrigada por tudo!!! E fiquem com Deus, nosso grande guia que nos abençoa sempre.
Bjuusssssssssss...

Filosofia de Vida

Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.E deitado na relva, ele chorou...E foi então que apareceu a raposa.- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.- Que quer dizer "cativar" ?- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
(Antoine De Saint- Exupéry)